A conquista do Penta!

Nação gremista,

O Sócios Livres costuma lançar cards alusivos a fatos importantes do nosso Tricolor. Pensamos em fazer um card especial pela conquista do pentacampeonato da Copa do Brasil, mas parece que toda frase ficaria pequena diante da imensidão de significados que essa conquista tem.

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Fonte: Arquivo pessoal.

Em virtude disso, optamos por não fazer um card e sim reunir o que nos levou à essa conquista: o sentimento de amor e devoção que habita em cada gremista. Sentimento que fez transpassar mais de uma década de desafios ao lado do nosso Grêmio sem que pensássemos, jamais, em outras cores, em outro manto. Sentimento que desafiou pais a despertarem essa paixão em seus filhos e, muitas vezes, em abraça-los consolando e explicando o significado maior que é ser um gremista, algo que transcende troféus e conquistas. Em outros tantos casos, pessoas que amamos partiram e hoje devem estar comemorando essa conquista no céu, onde o azul celeste dá contorno especial à paixão por esse time.

Com a palavra cada um dos nossos gremistas:

“Foi em 2016 que fui abençoado com a chegada do meu filho Enzo e este tão esperado título, assim como aconteceu com o meu pai gremista com o meu nascimento no emblemático ano de 1977, com o gol de André Catimba!” – Douglas Velasquez, membro do Sócios Livres.

“Esta conquista do inédito PENTA da Copa do Brasil, me fez lembrar a frase "futebol não é só um jogo, é muito mais do que isto", o Grêmio mostrou ao um mundo que não é apenas um clube de futebol com uma bela camisa e uma moderna arena e sim uma "força da natureza" que ultrapassa todos os limites da racionalidade e da lógica, faz parecer piada as leis da física e da gravidade, distorce o tempo-espaço através de algo inexplicável que é a paixão por um clube, talvez somente o nascimento e todo o caminhar de nossos filhos se assemelhe a tal paixão. Ser Gremista é vir de todos os rincões do estado e do país, do que jeito que for possível mesmo que seja do jeito mais maluco e improvável de conseguir vir a arena, para ver e sentir a emoção de voltar ao lugar de onde o Grêmio nunca saiu, mas esteve dormente, que é o seu lugar na galeria dos gigantes, imortais e campeões. Ser Gremista é um estado de espírito também, que quando das nossas tragédias pessoais nos dá força, alegria e esperança de acreditar que a vida tem cores e que podemos e devemos continuar a trilhar nossos caminhos. Ser gremista é conhecer pessoas que talvez nunca tenhamos a oportunidade de conhecer se não fosse pelo Grêmio, possibilita criar vínculos de amizade e compartilhar historias e conhecimento por um mesmo ideal, pelo menos sonho e pela mesma paixão.

Este título assim como o de 1977 é muito da torcida que nunca se apequenou, que sempre acreditou, acolheu, torceu e esteve junto nesta caminhada, não torcemos por modismo ou simpatia mas por uma paixão, algo que no dia 29/03/1992  mesmo até hoje não consigo explicar, eu vivi intensamente que foi meu primeiro jogo no Olímpico, dia este que vi que o Grêmio é uma "força da natureza" que nos atrai, nos arrasta a todos os cantos do país e do mundo e que completa nossas vidas com uma paixão além do imaginável.” – Bruno Vilanova, membro do Sócios Livres.

“Nasci no início da década de 70, tempos difíceis para o nosso Tricolor. Nascer em periodo de supremacia do rival não era barbada. Porém, o gremismo que eu carregava dentro do peito, sentimento este que fora semeado pelo meu pai desde o berço, me dizia que tempos melhores viriam. Dito e feito. Em 1977, voltamos a vergar nosso rival vermelho. Porém, com apenas 5 anos de idade, pouco lembro daquele time. De fato, a mais remota lembrança que tenho desta época era a emblemática figura de um goleiro vestido todo de preto e com um bigode gigante. Era o uruguaio Walter Corbo, nosso arqueiro do biênio 1977/78. Passado pouco tempo, lembro do momento da minha primeira grande alegria enquanto pequeno torcedor gremista: a conquista do Campeonato Brasileiro de 1981. Então com 9 anos, morando ao lado do Olímpico, pude acompanhar e sentir aquela fantástica alegria da torcida tomando as ruas pra comemorar aquela grandiosa conquista. Depois disso, vieram os anos 80 e 90, e já com o Olímpico Monumental, uma espécie de “Monte Olimpo Tricolor”, vivenciei duas fantásticas décadas de conquistas espetaculares, como a da América e a do Mundo.

Mas como dizem, a vida é feita de ciclos, fases, começos, recomeços. E ao entrar no século 21, após o título nacional de 2001, o Tricolor entra em longo e tortuoso período de insucessos. Não foram nada fáceis estes últimos 15 anos. Temos uma geração de jovens gremistas que aguentaram firmes estes tempos amargos. Meus dois filhos, Pedro e Guilherme, são exemplos de “pequenos gremistas” que, até a última quarta-feira, traziam no peito o orgulho de ser gremista, mas que ainda não tinham vivenciado grandes conquistas em campo.

Mas como diz o dito popular, depois da tempestade vem a bonança. E depois de tempos difíceis, chegamos na última quarta-feira, 7.12.2016, dia da tão esperada final da Copa do Brasil. Ao levar meu filho Pedro, de 9 anos, ao estádio, lembrei-me que a primeira grande conquista que acompanhei também fora aos 9 anos. E lembrei do Baltazar, dizendo que Deus lhe reservara coisa melhor para o confronto final. E a quarta-feira passada nos reservou uma enorme alegria. Tomara que as semelhanças não parem aqui e que meus filhos possam acompanhar, a partir desta conquista, novas duas décadas de supremacia azul. Enfim, como milhões de outros gremistas espalhados pelo planeta, estou feliz de reencontrar na Nova Arena, o Velho Grêmio de tantas conquistas. Que este título de 2016 simbolize para o nosso Tricolor dos Pampas a retomada do caminho das vitórias, seja o início do resgate de sua inequívoca vocação vencedora e de sua alma combativa, generosa e apaixonante. E a felicidade é demasiada, pois em 2016, pude acompanhar mais uma grande conquista Gremista, porém, agora, acompanhado de meu pai e de meus filhos. Tal qual o Imortal, a paixão pelo “manto sagrado azul, preto e branco” é legado que perpassa gerações de gremistas. E assim será até o fim dos tempos. “ – Leandro Vidal, membro do Sócios Livres.

“Aos 40 minutos do segundo tempo foi o momento exato que me dei conta que o PENTA era nosso, antes do gol, quando da Geral eu ouvi " E dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Tricolor E dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Tricolor Tu vais vencer, és um campeão mundial". Foi neste momento que muitas lembranças dos últimos 15 anos vieram a tona, as poucas alegrias e as muitas decepções. Parecia não ser verdade e não contive as lágrimas, as mesmas lágrimas que percebi nos gremistas ao meu lado. E da Arena, do Gramado Oeste, Bloco 107, cadeira E9, resgatei novamente o sentimento de campeão, me senti novamente moleque, me senti em 1995, e nada mais justo que este recomeço tenha sido através da Copa do Brasil. E agora, a certeza que o espírito vencedor gremista foi resgatado, e não precisaremos mais de 15 anos para novas conquistas. E o meu recomeço, é o nosso recomeço!” – Sergio Nascimento, membro do Sócios Livres.

“Nasci em 1975 e vivi os maiores momentos do clube, comecei a frequentar as arquibancadas do Olímpico cedo, inicialmente, levado pelo meu irmão mais velho, e com 14 anos já me fazia presente em quase todos os jogos da temporada tricolor. Cheguei a cansar de ver o Grêmio empilhar títulos. Viajei mais de uma dezena de vezes para  acompanhar o Grêmio longe do estado. Esses últimos 15 anos foram inúmeros insucessos e apesar de campanhas boas, colocações honrosas, a falta de titulo corroía a minha alma, meu gremismo nunca diminuiu, pelo contrário, a fome do título me fez ser mais fanático do que eu era na adolescência (sim, eu pensava ser impossível). Quando faltavam 5 minutos para a final acabar, os meus olhos estavam marejados e eu quase  já não tinha mais força para gritar, quando Bolanos fez o gol eu simplesmente abracei os  25 torcedores que estavam a minha volta e o choro de alegria eu não mais segurei. O titulo sonhado, merecido, tão aguardado já era do Grêmio e nada mais poderia mudar. GRÊMIO PENTACAMPEÃO da Copa do Brasil” – Jeferson de Matos, membro do Sócios Livres.

“Quando as palavras faltam, o sentimento é quem fala. Apenas posso dizer que foi esse amor gremista que me fez viajar quase 1.000km, ficar 48hs sem dormir, ficar sem almoçar e, mesmo assim, aguentar 90 minutos de emoção e vibração. O sentimento de ser gremista é tão inexplicável, que quando o juiz apitou o final do jogo, automaticamente fui intuído a estender a bandeira no chão da Arena, me ajoelhar e chorar como que agradecendo aos céus por torcer por esse time. Ser torcedor do interior é um desafio a mais em virtude da distância que ficamos do nosso clube. Mas para um gremista isso não existe: não há distância que separe um amor azul, preto e branco. SOMOS PENTA!” – Sávio Borges, membro do Sócios Livres.

"Algum momento da nossa vida vamos fechar os olhos e reviver tudo de novo, só por memórias e momentos. Mas às vezes existem momentos que não conseguimos nem explicar o que estamos sentindo. Gratidão por esse dia 7/12/16." - Renata Sander, membro do Sócios Livres.

"Nestes 16 anos de vida, aguardei ansiosamente o "grande dia". O dia de comemorar ao lado da minha filha a nossa primeira conquista. E ele chegou, chegando... O dia 7/12/16 jamais sairá da nossa memória. Tu é a maior e mais fiel gremista que já vi nestes meus 40 anos de vida, jamais desacreditou que o teu Grêmio te daria alegria. Agora, comemora muito, mas muito... porque tu merece demais.
Te amo Maria, te amo GRÊMIO. Porque nós vivemos de loucura..." - Daniel Kara, membro do Sócios Livres.

E você, torcedor? Deixe o seu depoimento, desabafo e/ou declaração de amor por este clube que nos ensina a cada dia que passa uma nova explicação para o sentimento de ser GREMISTA.