Airton Ferreira da Silva – O Pavilhão

O Futebol tem suas histórias particulares, o que faz deste esporte uma das coisas mais democráticas e bonitas do mundo.

Não vi o Airton Pavilhão jogar, meu pai viu e sempre disse que foi o maior zagueiro que vestiu a camiseta do Grêmio.

Pavilhão porque, todos sabem que quando o Grêmio o contratou, deu em pagamento o pavilhão do seu antigo estádio. Coisas do futebol do passado, mas, com a licença poética que o futebol nos permite, seria hoje como dar parte do Olímpico por um zagueiro.

Os que viram ele jogar dizem que tinha a classe de um meia atuando dentro da área, afirmam que sua jogada que ficou como marca, era de atrasar a bola para o goleiro da linha de fundo e de letra! E que a bola ia direto para o peito do goleiro (na época o goleiro podia pegar com as mãos uma bola atrasada).

Foi convocado sete vezes para a seleção brasileira, e, juram de “pés juntos” os mais antigos, que parou de ser convocado por ter feito sua principal jogada, aquela de letra da linha de fundo direto para o goleiro, para cima do Pelé num treino e o técnico achou aquilo muito enfeitado para um zagueiro.

Aliás, Pelé disse que Airton Pavilhão foi o maior zagueiro que ele viu jogar.

O futebol tem suas histórias particulares, mas graças a estas histórias, jogadores como Airton serão lembrados para sempre, e o Zagueiro que não deixava ninguém passar por ele, virou nome de rua, por onde passarão muitos gremistas felizes por verem seu nome onde ele sempre gostou de estar, perto do Grêmio.

Deve estar rindo, onde estiver, com mais esta jogada de letra que ele fez.

Fernando "JUNKA" Junqueira
Integrnte do Sócios Livres - Grêmio de Todos