CHEGA

Aprendi que para escrever sobre alguma coisa que mexe forte com o emocional é preciso uma noite de sono.

Dormi do jeito que deu, a raiva e a tristeza insistiam em manter o cérebro ativo, mas dormi e vou expor agora o que estou pensando de tudo que está acontecendo no Grêmio.

Como sempre, esta é a minha opinião e não se mistura com a opinião do grupo Sócios Livres – Grêmio de todos, que faço parte.

O que mudou no Grêmio? Falo dos últimos 6, 8 ou 13 anos pelo menos. Qual foi a grande novidade em gestão do clube? Não me venham com o tal projeto Avançar Juntos que pouca coisa ou quase nada foi colocado em prática; não me venham com a bela e necessária Arena, que todos sabemos o “preço” que está cobrando do Grêmio.

Quero saber o que mudou no sentido REAL, de forma de gestão no clube, de forma de comandar o clube, para mim, o clube continua a mesma confraria de amigos de sempre, os que me apoiam eu te dou um cargo/posição, se não me apoia, nem quero te ver, e dane-se o Grêmio.

Existe um texto maravilhoso do pensador indiano C.K. Prahalad, chamado “O Cheiro do Lugar”, onde ele compara as condições para se produzir/pensar em Calcutá na Índia(onde se criou), e a floresta de Fontainebleau, na França onde trabalhou, por óbvio onde o ambiente é melhor se desenvolve melhor.

Com isto, quero absolver os jogadores e comissões técnicas, independentemente de suas qualidades, que passaram neste período pelo Grêmio, pois eles foram contratados para trabalhar em Calcutá e não na Floresta de Fontainebleau.

Chega, os gremistas estão fartos desta política antiga e de distribuição de cargos para os meus e não para os que tem realmente capacidade de fazer algo diferente.

Chega destes ranços políticos, como se o clube tivesse dono, o DONO deste clube são seus sócios, é sua torcida.

Chega de decisões baseadas no sucesso passado, quero decisões olhando o desafio futuro.

Chega de brincar com o sentimento desta fanática e apaixonada torcida.

Chega do cheiro de Calcutá.