De lavar a alma

Com a cara histórica do Grêmio, com todas as dificuldades que o temporal trouxe a Porto Alegre, obrigando a torcida a fazer uma adaptação ao Hino escrito pelo grande Lupicínio, trocando o Até a pé nós iremos por Até nadando nos iremos, assim foi a noite restauradora de tudo o que o Grêmio é, garra, luta, dramaticidade emoção e vitória. Um jogo onde sempre estivemos melhor, porém os dois chutes do Vargas teimaram em não entrar no tempo normal, talvez até para que a dramaticidade tão constante nas vitórias que nos levaram a títulos se fizesse presente, sei lá. Fomos para os pênaltis, e, mais uma vez vimos que para ser gremistas temos que estar firmes com as questões cardíacas, pois os dois primeiros pênaltis, erramos. Mas, somos Grêmio, e isto não se explica, se vive, ao ponto de um goleiro experiente, dizer no final do jogo que estava se sentindo pressionado naquele momento, e, Dida pegou 3, inclusive o do falastrão Pato, que agora sabe o porque não foi aceito na escolinha do Grêmio quando tinha 10 anos, não foi, porque não servia, porque não tem a alma gremista. Ontem vimos que para vestir o manto tricolor precisa muito mais do que simplesmente saber jogar futebol, tem que ter raça, alma e gana. Ontem na Arena, nossa alma foi lavada, como um prenúncio da volta de coisas que sentimos no passado, como um batismo para os novos títulos que virão. Eu Acredito nisto.