Douglas ou Lincoln?

Quem deve fazer a função central no meio-campo gremista contra a LDU? Douglas ou Lincoln?

Essa é a pergunta que todos os gremistas tentam responder. Alguns torcedores acham que o garoto Lincoln está pronto, tem a capacidade para organizar as jogadas e ainda possui a vitalidade que a idade lhe proporciona. Já os que defendem Douglas advogam que o garoto não tem a experiência necessária para um jogo na altitude e de Libertadores.

De fato, Douglas foi muito bem na partida contra o Toluca no jogo de ida. Fez boa partida e ainda provocou a expulsão do jogador da equipe mexicana. Contra o experiente camisa 10, a principal crítica escutada dos torcedores é de que ele já não tem fôlego para 90 minutos em alta velocidade, como será o jogo contra a LDU.

É a escolha entre a experiência e a juventude.

O torcedor tem sua preferência. Se fizermos uma pesquisa entre torcedores, muitos vão apontar Lincoln como favorito. O menino vive bom momento e tem feitos gols importantes. Mas e aí? Qual a resposta para a pergunta que pode valer a classificação gremista? Douglas ou Lincoln?

Curiosamente existe uma resposta intermediária: os dois. Como assim? Uma possibilidade seria Douglas começar o jogo e com sua experiência ajudar os outros jovens do time a encarar o início de jogo em Quito. Sim, enfrentaremos uma grande pressão. A LDU joga um mata-mata contra o Grêmio. Eles nos atacarão com muita força nos primeiros 15 a 20 minutos. Conhecemos a nossa maior fragilidade, a bola aérea defensiva. Certamente o treinador da equipe equatoriana também a conhece. É nessa parte do jogo que a experiência conta muito. prender a bola no meio campo, segurar o ímpeto adversário. Essa pressão voltará com tudo nos primeiros 10 minutos do segundo tempo.

Diante desse prognóstico, uma possibilidade seria iniciar com Douglas, e lá pelos 10 minutos do segundo tempo, o nosso camisa 10 "sofreria fortes câimbras" e pediria substituição. Cairia no gramado, a maca entra e ganhamos alguns minutos de fôlego e ainda quebramos o momento equatoriano. Eis que do banco surge o menino Lincoln, com sua vitalidade e técnica e nos garante mais 35 minutos de um meio campo rápido e pronto par encaixar um contra-ataque. Além disso, ainda ganha experiência para jogos futuros.

Essa estratégia é um meio termo, e combina ambas as virtudes dos dois jogadores. Se programada pelo treinador e jogadores desde antes da partida, então Douglas não precisaria se poupar e poderia dar o máximo nos 55 minutos que jogaria. Essa estratégia, porém, tem um custo. O Grêmio necessariamente "queima" uma substituição cedo no segundo tempo.

É, ninguém disse que seria fácil responder a essa pergunta!

Cristiano M. Costa
Integrante do Sócios Livres - Grêmio de Todos