Olímpico

Quando eu nasci, tu já estavas ali, ainda incompleto,

Morei em muitos lugares, muitas casas, muitas cidades,

Mas sempre vivi neste lugar, com meu povo inquieto,

No gramado, vitórias, títulos, times, saudades.

Ainda criança, te vi ser completado, viraste Monumental,

Estive lá em todas as vezes que a camisa tricolor entrou em
campo,

Lembro-me de 77, do André Catimba, e sua quase cambalhota, “triunfal”,

Lembro-me de abraçar meu pai, chorar e beijar o sagrado
manto.

Ah, década de 80, eu adolescendo e tu, minha morada, de taças, repleta,

Renato dando um balão para a área, Cesar, só um maluco, cabeceia
aquela bola,

Dividindo com um pé uruguaio e a trave , alegria completa,

Ali, “velha casa”, para mim, ali começasse a fazer escola.

Fiquei adulto, anos 90, mudei de cidades, mas nunca te abandonei,

Sempre que podia, lá estava eu, junto de ti, mais títulos
ganhando,

Nesta época, muitos desfilaram em teu palco, mas vou lembrar-me
do Danrlei,

Do Jardel, do Felipão, vivemos momentos de glórias, é bom
ficar relembrando.

Enfim, meu Olímpico, tive a oportunidade de viver contigo,

Começando pelas mãos do meu pai,

Pude ver meu filho vibrando comigo,

Mas, daqui a pouco tu não vais existir mais.

Sei que o nosso Grêmio irá jogar em outro endereço,

Muitas vitórias nós teremos lá,

Mas, dos momentos que vivemos, prometo, eu não esqueço,

Pois em meu coração para sempre tu estarás.

OBRIGADO OLÍMPICO,
Por me acompanhar até aqui.