Prezado Conselheiro
Num contexto de crescente democratização do Clube, de aumento do número de SÓCIOS aptos a votar (estimados em 40 mil), de preparação do clube para implementar o voto não presencial (via Correio) e de preocupação cada vez maior dos Sócios com a gestão e a política do Grêmio, reforçamos a necessidade de manter um diálogo democrático e permanente entre os Conselheiros, agentes políticos do clube, e os Associados, sejam eles engajados ou não em Movimentos.
Na certeza do que consta em nosso estatuto – Art. 63. O Conselho Deliberativo é o órgão pelo qual os associados do GRÊMIO se manifestam coletivamente – Nós, dos SÓCIOS LIVRES, preocupados com o futuro e cientes de que mais uma gestão do Grêmio está se esgotando, tomamos a liberdade de lhe fazer um questionamento, pertinente ao papel que desempenha na política tricolor, valorizando a representatividade que lhe foi conferida pelos milhares de associados através das duas últimas eleições:
Você acha fundamental e votaria para que a escolha/definição do próximo Presidente do Grêmio passe, necessariamente, pela eleição junto à Assembléia Geral de Associados?
Por fim, ainda que o Estatuto do Clube permita ao Conselho Deliberativo escolher a próxima gestão do Tricolor sem a participação DIRETA dos SÓCIOS (em determinadas hipóteses), vemos que esta situação está longe de ser ideal, porquanto entendemos que a legitimidade dos futuros mandatários está intimamente ligada à participação direta e democrática dos associados no processo eleitoral de escolha de seus dirigentes.
Os SÓCIOS viveram intensamente a política do clube, tendo efetuado, diretamente, a escolha dos dirigentes nas eleições de 2005 e 2008. Infelizmente, na última eleição, assistiram à definição do mandatário do Clube ocorrer apenas no Salão Nobre do Conselho.
Deste modo, tornamos público o nosso desejo que os SÓCIOS sejam sempre ouvidos e que o pátio não permaneça vazio.
Atenciosamente
Sócios Livres
Este manifesto será enviado ao Conselho do Grêmio e aos movimentos políticos para todos Conselheiros.
As respostas recebidas serão publicadas ao final do post, no espaço dos comentários.
__
MANDATO 2010/2016
ADALBERTO AQUINO FILHO
ADMAR BARRETO NETO
ALCEU DE OLIVEIRA DA ROSA
ALCEU LAZZARETTI
ALESSANDRO ALVES DOS SANTOS
ALEX TOMAZZETTI MELO
ALEXANDRE BUGIN
ALEXANDRE GARBUIO
ANDRE BECKER DAMIAN
ANDRE HEINECK KRUSE
ANDRE LUIS MORINI
ANSELMO DUARTE DA SILVA
ANTONIO CARLOS M. KEUNECH
ANTONIO CARLOS S. MAINERI
ANTONIO LUIZ BRAZ
ANTONIO VICENTE DA FONTOURA MARTINS
ARMANDO CANTARELLI ALVES
ARNALDO DORNELLES AMARAL
ARTUR BACHINI
AUGUSTO PICCININI VIAL
BERNARDO COESTER KRAMER
CARLOS AUGUSTO CALOGHERO
CARLOS AZEREDO JOCHINS
CARLOS BIEDERMANN
CARLOS CASSES PRESSER
CARLOS CASSES PRESSER FILHO
CESAR VITERBO MATOS SANTOLIN
CLAUDIO LEITE PIMENTEL
CLAUDIO LUIZ LEITE GUTERRES
CLAUDIO NESS MAUCH
CLAYTON LUIZ CASTRO SCHULTZ
CLODOALDO JOSE CARVALHO DA SILVEIRA
CRISTIANO LUIS DA ROCHA GOBBO
DANIEL BERTUOL TRENTINI
DANIEL TEVAH – VER RESPOSTA NOS COMENTÁRIOS ABAIXO
DARCI ANTONIO CORBELINI
DENISE ROMBALDI VIEIRA
DIEGO CASAGRANDE DA ROCHA
DONATO LUIZ HUBNER
EDIR COMASSETTO
EDSON COELHO DE SOUZA DOS REIS
EDUARDO COZZA MAGRISSO – VER RESPOSTA NOS COMENTÁRIOS ABAIXO
EDUARDO DE ARAUJO RIBEIRO FONYAT
EDUARDO KENZI ANTONINI
EDUARDO LEMOS BARBOSA
ELIZABETH PEDROSA RIBEIRO
ELVIO ALBERTO DOS SANTOS
EVANDRO RAMOS SOARES
FABIO MORONI
FABRICIO BECKER LIBORIO
FAGNER DOS SANTOS ALVES
FERNANDO ANTONIO LUCHESE
FERNANDO ERNESTO DE SOUZA CORREA
FLAVIO AUGUSTO MARSIAJ DE OLIVEIRA
FRANCISCO ANTONIO MONTAGNA
FRANCISO PRATA SANTAMARIA
GABRIEL TOMAZI CABISTANI
GILBERTO PORCELLO PETRY
GILBERTO SCHWARTSMANN
GILMAR ISSLER
GIULIANO ROSSONI VIECELI
GLENIO COSTA DE MELLO
GUILHERME CASSEL
GUILHERME PINHO MACHADO
GUSTAVO PESSOTA RODRIGUES
HELIO SOARES ARAUJO
HELVIO MORO
HERMES CARDOSO DUARTE JR
HUMBERTO PEREIRA XAVIER DA SILVA
JEFERSON SADONIS NUNES
JESUS NATAL BUJES
JOÃO ALFREDO KEHL SPIER
JOAQUIM JOSE XAVIER
JORGE ALBERTO LARENTZ AITA
JORGE CORREIA KARAN
JORGE EDUARDO SARAIVA BASTOS
JORGE GERDAU JOHANPETER
JOSÉ FERNANDO OLIVEIRA STALIVIERI
JOSE GUILARDI FILHO
JOSE PAULO ARAUJO
JOSE SILVAS
JUAREZ BRAS FACCINI
JUAREZ KERN JOVER
JUAREZ SOUZA AIQUEL
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LEONEL KNIJNIK
LUCIANO DE FARIA BRASIL
LUIS FERNANDO SANTOS MOREIRA
MARCELO BANDEIRA PEREIRA
MARCELO BRAGA
MARCELO CABRAL DE AZAMBUJA
MARCELO PASCOTINI
MARCIO KREMER CALLAGE
MARCO ANTONIO BANDEIRA SCAPINI
MARCOS PAULO COUTINHO USUI
MARIO AUGUSTO ATHAYDE PORTELLA
MARIO BERND NETO
MAURICIO INDRUSIAK PEREIRA
MAURO FETT SPARTA DE SOUZA
MESSIAS STROSCHEIN SOARES
MIGUEL MAIA MICKELBERG
MILTON CAETANO PEREIRA DE MELLO
MILTON MARTINS KUELLE
MINWER MAHFUZ DAQAWIYA
NELSON FEREIRA ALVES
NESTOR MULLER
NEY FONTANA FEIJÓ
NILSON ROBERTO SCHWENGBER
NILTON TOMAZI CABISTANI
ODORICO ORESTES RAMOS ROMAN
OSWALDO FETT
OTOMAR VIVIAN
PABLO BERGER
PABLO RODRIGO DA SILVA NICOLAU
PAULO CAUHY PETRY
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PAULO RICARDO PICCININI VIAL
PAULO ROBERTO DA SILVA PINTO
PAULO SARAIVA DE MELLO
PEDRO REGIS KLASSMANN
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RAFAEL AUGUSTO ESBRÓGLIO MUSSNICH
RAFAEL HANSEN DE LIMA
RAFAEL SILVA DE SOUZA
REGINALDO DA LUZ PUJOL
RENATO MOLL RIBEIRO
RICARDO GOTHE
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ROBERTO TOSON
ROBESON LUIS CANAL
RODRIGO ANDRADE KARAN
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RODRIGO PEREIRA LEITE
ROGERIO COLAO
ROGERIO GAVILLON CARNOS
ROGERIO ORTIZ PORTO
RONALDO MICHAELSEN NAPOLEÃO
ROQUE COFFERRI
ROSANO PIRES DE MORAES
SEBASTIÃO DORNELLES DE ARAUJO RIBEIRO
SERGIO LEWINSOHN
SERGIO SANT’ANA PEGORARO
SILVIO LUIZ KUNZLER
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TULIO JAIRO PIRES DE MACEDO
VALDECIR DE MORAES LAUS
VITOR MOTTIN
WILLY OSCAR WISCHRAL
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MANDATO 2007/2013
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AIRTON RUSCHEL
ALBERTO AUGUSTO ALVES ROSA
ALBERTO MARTINS BRENTANO
ALCEU CESAR PACHECO
ALEXANDRE BARTELLE GRENDENE
ALEXANDRE GUCCIARDO FRAGA
ALFREDO OLIVEIRA DE OLIVEIRA
ALOISIO MILESI
ANDRE FRANCISCO DE SOUZA GUTIERREZ
ANDRÉ ROUSSELET SARDÁ
ANGELO DANIEL CARRION
ANTONIO AUGUSTO SILVEIRO CRUZ
ANTONIO CARLOS AZAMBUJA
ANTONIO FRIZZO
ANTONIO ROSLANK
APOLINÁRIO KREBS MARTINS CARDOSO
AUGUSTO C. VALLE OBANDO
CARLOS EUGÊNIO NUNES LISBOA
CARLOS GERBASE
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CIRO CARLOS EMERIN SIMONI
CLÁUDIO GARCEZ
CLÁUDIO HUMBERTO SAUTER
CLÁUDIO ODERICH
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- Conselheiro – somente o Grêmio ganha com a eleição direta | Sócios Livres - [...] Nada obstante a tudo o que se disse, justamente diante da importância ímpar do atual momento por que passa ...



Sou totalmente a favor do voto do associado, mas fica uma pergunta: haverá novo fiasco do associado como na última votação (aprovação de reforma estatutária) onde MENOS de 600 associados votaram?
Abraço e AVANTE GRÊMIO!
Estar conselheiro. Antes de uma honraria, é servir de representante dos sócios! O CD não pode servir de CONFRARIA tem de agir pelo Grêmio! Basta de gestões ineficientes desde 1997! Basta de derrotas e apequenaremos do clube! Queremos eleger um Presidente que se comprometa com o Grêmio, diferente do atual!
Eta teclado minúsculo!
Ampliando o que disse ontem na reunião do conselho:
1- É inadmissível que no primeiro turno haja apenas uma candidatura. Com tantos movimentos e pensamentos é salutar para o clube que haja debate de projetos e idéias. Sou totalmente contra chapão.
2- É importantissimo que se definam logo as candidaturas para presidente e CA, pois com a antecipação do primeiro turno para 25/09, é pequeno o tempo para que todos os conselheiros possam avaliar as propostas de gestão e não votem apenas em propostas políticas! Eu, por exemplo, não votarei apenas em nomes, mas sim naqueles que venham respaldados por bons projetos.
3- Havendo mais de uma candidatura, que os conselheiros avaliem os projetos e não votem apenas por ser do seu movimento ou de sua corrente. Que o presidente, seja quem for, num ano tão importante como o primeiro da Arena, tenha o respaldo da assembléia geral de sócios. Teria legitimidade incontestável. Que a eleição chegue aos sócios.
Estou à disposição para ações que possibilitem a obtenção do que descrevi acima.
Abraço, Pierre Gonçalves.
Leandro Bortolini
Ao Sócios na recente consulta apenas cabia referendar UMA alternativa e decisão já tomada. Se a nós Sócios coubesse escolher e decidir te garanto que o número de votantes seria maior; e a própria divulgação foi pequena também.
Creio que o fundamental é respeitar o Estatuto do Clube, e alterá-lo sempre que as disposições estatutárias não coincidirem forem anacrônicas, ou estiverem em dissonância com conceitos tais como participaçao, transparência, governança, Assim a redução da cláusula de barreira de 30% para 20% do quorum do Conselho foi um significativo avanço, e propicia que qualquer candidatura, com conteúdo programático e eleitoral possa ser levada à escolha direta dos associados.
Talvez este percentual tenha que ser ainda mais reduzido, até o limite de não permitir que candidaturas sem compromisso ou conteúdo venham a tumultuar o processo eleitoral.
No plano político, o Grêmio atravessa uma transição. Lideranças históricas ainda impõem naturalmente seus nomes e inibem a exposição de novas lideranças. Temos que criar um ambiente em que essas novas lideranças se destaquem sem a tutela dos vencedores do passado. Por isso o quadro eleitoral indefinido.
É importante para o clube que o associado participe do processo eleitoral. Com 51.000 sócios ativos, e a possibildiade de voto a distância (novidade neste pleito), o candidato escolhido pelas urnas terá muito mais condiçao de unir os gremistas em torno de si.
Como um gremista que passou a maior parte da sua vida de associado sendo representado por conselheiros, torço para que tenhamos, no mínimo, dois candidados em campanha, debatendo as coisas do Grêmio, estabelecendo compromissos públicos e agregando seguidores em torno de si. O Grêmio sairá maior deste processo.
Mas democracia representativa é também democracia, e o resultado do primeiro turno das eleiçoes, dentro do cosselho deliberativo, é imprevisível. Portanto não há como estabelecer compromisso a este respeito.
Meu compromisso, como agente político por conta da minha condiçao de conselheiro, e líder de um movimento, é trabalhar para construir alternativas ao quadro eleitoral que se avizinha.
A cláusula de barreira agora existente , de apenas 20%, possibilita que toda candidatura que seja SÉRIA e tenha um REAL compromisso de apresentar PROJETOS para um GRÊMIO melhor, possa passar para o segundo turno, junto aos sócios.
Não considero salutar para o MOMENTO do Grêmio que se faça uma eleição que possa ter 6, 8 ou 12 candidatos.
Seria inviável haver debates profundos e propiciar aos conselheiros e sócios que compreendam realmente as proposições de tantos candidatos ao mesmo tempo.
Além, disso, um candidato que não consiga nem ao menos os 20 % da cláusula de barreira na votação do Conselho Deliberativo , não conseguirá governar tendo o apoio de tão pouca gente no Conselho.
Imaginem um candidato que não consiga nem 10% dos votos dos conselheiros.
Esse não pode ser candidato à presidente do Grêmio pois, logicamente, não tem nenhuma representatividade importante.
Desta forma, considero que enquanto a cláusula de barreira estiver nos 20 % (e torço para que ela possa baixar para 15%, por exemplo ), somente candidatos que REALMENTE tenham PROJETOS interessantes e, portanto, alcancem esse número que já é baixo de votos do Conselho, possam passar para a votação entre os sócios.
Assunto RELEVANTÍSSIMO, mas ninguém comenta. Estranho! Talvez esse “silêncio” explique parte dos 15 anos de derrotas e apequenamento do clube. Para construir o debate, exponho: a resposta de um conselheiro foi, no mínimo, curiosa , para não referir que se mostrou “hilária”. Esse conselheiro, membro do “notável” MGI, respondeu a nós que DEFENDE SEMPRE A LEGALIDADE e que por isso a eleição para Presidente não poderia ir ao PÁTIO. Amigos gremistas: o que o Sócios Livres defende é que a ANTIDEMOCRÁTICA cláusula de barreira (hoje 20%) não sirva de empecilho , dentro do CONSELHO DELIBERATIVO , para que gremistas , que pretendem ser PRESIDENTE DO MAIOR DO SUL, concorram em ASSEMBLÉIA GERLAL; nos pátio portanto, a fim de serem eleitos pelos únicos donos do GRÊMIO: os 65.000 sócios gremistas! Incrível o comportamento do grupo político do Grêmio muito semelhante, em características , com o PMDB (estratégias pelo poder. Enquanto isso o clube……..)!!
Caro Vitor
Como atual Presidente do MGI e participante desta pertinente e oportuna pesquisa dos Sócios Livres quero mostrar minha insatisfação com a tua colocação desrespeitosa ao movimento que hoje represento. Não somos “notáveis” como tu colocas e sim gremistas como tu e mais 7/8 milhões de apaixonados pelo Gremio. O MGI pode causar desconforto em alguns pois é realmente INDEPENDENTE cada um fala. age, vota da maneira que quiser e isso muitas vezes é incompreendido por uma minoria. Não temos Caciques, não temos Cardeias temos sim ideias e opiniões diferentes que são respeitadas por todos.
José César Simões
Simões, peço-lhe desculpas pelo uso de expressões ácidas! Às vezes o cenário (e como foi construído), leva-me a expressar críticas. É que penso que o clube perdeu mais 2 anos (2011/2012). Quando referi notável, foi no sentido de conhecidíssimo, pois vocês formam um dos grupos mais históricos e conhecidos do Grêmio! Conheço inumeros membros do MGI (Betinha, Edinho, Homero, Vicente, Aiquel,….). Sei portanto do gremismo de vocês! Minha críticas (neste e em outros espaços) referem-se apenas à política gremista. Desculpa-me, prezado Simões!
No mais, acredito que o CD jamais poderia esgotar o processo eleitoral. Deva servir tão somente como uma etapa do processo eleitoral. O GRÊMIO, por sua grandeza, tem de ter um PRESIDENTE eleito pelo associado. Isso é legitimidade!
Não defendo desobediência ao Estatuto, mas reconhecimento do associado como sendo a principal FASE da eleição!
Peço desculpas a todos que nos lêem, por usar termos um tanto ácidos! É que quando o assunto é GRÊMIO, sou puramento emoção!
Abração, Simões, e a todos que nos lêem!!!
UM DIA, TODOS OS GREMISTAS DO BEM ESTARÃO JUNTOS!!!!
Perfeito Vítor, agora aguardo os conselheiros responderem e mostrarem realmente se estão engajados com um futuro melhor para o nosso Grêmio.
EDUARDO CAMINHA – RESPOSTA ENVIADA POR EMAIL
A principal reivindicação do Movimento Sócios Livres é que os conselheiros votem para que numa das próximas eleições a escolha do Presidente do clube passe necessariamente pela assembleia dos torcedores. Já obtivemos um grande avanço passando a cláusula de barreira dos surreais e nada democráticos 30% para 20%. O próximo passo será este, ou seja , que os associados do Grêmio tenham participação direta na escolha dos seus mandatários. Num clube de 109 anos de vida somente agora os ares democráticos estão soprando de forma mais contundente. Quando esta redução da cláusula de barreira seria imaginada há uns 10 anos atrás quando pouquíssimos dirigentes se reuniam em volta de uma mesa e decidiam o futuro do clube num grande jogo de cartas marcadas? Num futuro bem próximo este será o caminho natural.
Eduardo Caminha
MARCELO AIQUEL – RESPOSTA ENVIADA POR EMAIL
Mesmo completamente afastado dos debates públicos realizados fora do âmbito do Conselho (devido, principalmente ao acesso livre a qualquer pessoa sem identificação nos blogs e sites), não posso, em respeito e admiração ao teu empenho e dedicação com o futuro do nosso Grêmio, me omitir em responder ao Manifesto dos Sócios Livres, que acabo de receber via e-mail.
Coerente com a minha postura legalista quanto às propostas que surgem para alterar o status quo dos procedimentos e/ou normas vigentes no clube, adianto que uma resposta favorável à escolha do Presidente da entidade pela Assembléia Geral, sob quaisquer circunstâncias, passa – necessariamente – pela alteração da regra estatutária em vigor.
Ou seja, mesmo que acolhendo a ideia de se modificar o processo de eleição do mandatário chefe do Grêmio, a qual me parece simpática e viável, não vejo como se possa efetivar tal proposta sem antes promover a regular e indispensável alteração estatutária quanto à matéria em questão.
Entendo que a atual situação do quadro social, bastante distinta daquela existente em um passado recente (seja pelo maior engajamento dos associados na busca de um controle nos destinos do clube, seja pela grandeza que a “enxurrada” de novos sócios causou ao número de contribuintes ativos), dá ensejo a que se procure adaptar os pleitos eleitorais à esta nova realidade. Os sócios, cada vez mais participativos, tem o direito de decidir um tema da relevância da eleição presidencial, na minha modesta opinião.
Porém, para que se mantenha a ordem na entidade, não se pode dispensar – mesmo com a total transparência que os atos exigem – a manutenção da legalidade, pois, não se constrói democracia sem respeito às leis.
Como sou contrário a toda solução casuística, entendo que o momento não se presta para esta mudança.
Portanto, para que se alcance este ideal ora proposto através do referido manifesto, impôe-se que se cumpra a regra estabelecida para qualquer alteração do Estatuto. E isto, infelizmente, não encontra tempo suficiente para que se aplique no próximo embate eleitoral.
Esperando ter respondido ao teu questionamento, fico à disposição para conversarmos sobre o nosso clube.
Forte abraço
Marcelo Aiquel – Conselheiro Titular
Ainda não ficou esclarecido. E isso vale para todos que não responderam diretamente a pergunta em negrito do manifesto.
Aos Sócios Livres peço permissão para adaptá-la.
Mesmo havendo comando legal que permita a escolha do presidente tão somente pelos conselheiros, no caso, sem passar pelo associado, você, conselheiro do Grêmio, votaria no sentido de permitir que isso aconteça?
Cumpre salientar que a resposta negativa à pergunta está plenamente dentro da LEGALIDADE, ou seja, descabe justificar, como uns e outros ai, que ela determinaria sua posição em não permitir ao sócio escolher o presidente.
LEANDRO VIDAL NOGUEIRA – RESPOSTA ENVIADA POR EMAIL
Sou plenamente favorável à escolha/definição do Presidente e do CA pelos associados, ou seja, pela Assembléia Geral. Entendo que eleição pelos sócios é fundamental para valorizar o processo democrático, conferindo maior legitimidade aos futuros administradores do Clube. A meu ver, a eleição totalmente indireta (apenas no Conselho), além de suscitar debates acerca de sua legalidade, acaba por fulminar um direito inalienável dos associados da agremiação, que é a escolha de seus dirigentes. A despeito da cláusula de barreira, havendo mais de um candidato, entendo que a eleição do Presidente (e CA) deva sempre ocorrer pelos sócios. Em relação ao futuro pleito eleitoral, espero que os Conselheiros tenham a sensibilidade de oportunizar ao associado a decisão final sobre a melhor proposta para o futuro do Tricolor. Enfim, subscrevo integralmente o manifesto: que os sócios sejam sempre ouvidos e que o pátio não permaneça vazio! Saudações Tricolores
Eu prefiro opinar afirmando que por tudo que esta por acontecer com o futuro do GREMIO , passagem para uma nova casa , a ARENA , afirmo que o futuro Presidente do Clube deva ter consciencia que tipo de GESTOR , ele deva ser . Esta futura gestao deve ser técnicamente competente para dar respaldo a este modelo de parceria e ao mesmo tempo àquilo que mais interessa ao TORCEDOR : O FUTEBOL . Se o negocio Arena nao for bem , vai repercutir , sem duvida , nas receitas do clube , mesmo que as receitas do futebol sao do futebol . Nós sabemos , porém , que há interferencia no torcedor nos bons resultados dentro do campo, atrasos de mensaildades , indimplencia , etc,etc . Sendo assim , respondendo a pergunta , eu entendo a importancia na responsabilidade , também do torcedor, na escolha do futuro Conselho de Administraçao do clube , juntamente como o Conselho. Todos temos que ser responsáveis pelo futuro do clube. O torcedor é a razao maior da existencia do clube . Assim , entendo que , tanto o Conselho , como o torcedor tem que ter esta visao da importancia da escolha do futuro Conselho de Adminstraçao do Clube.
Caros,defendo o direito de voto direto aos ASSOCIADOS,uma vez que os mesmos ajudam o clube através de mensalidade. Infelizmente,vejo que Conselheiros e demais setores do clube concentram-se somente ao PROJETO ARENA,notóriamente ABANDONANDO o Estádio Olimpico Monumental,justamente no ÙLTIMO ANO de utilização! Não houve criação de eventos,promoções.NADA!Uma VERGONHA o desrespeito com a própria história!Marketing do clube inerte. Podería-se abrir o estádio quando o jogo fosse fora de casa,utilizando telão,bares e loja.Torcedores veríam jogo nas arquibancada a R$ 3,por exemplo.
Sugiro convocação para Reunião Mensal dos associados residentes na Região Metropolitana de Porto Alegre,afim de decidirmos pautas aos conselheiros do clube. Somos mantenedores do clube e,como tal,devemos fiscalizar nosso investimento.
Não adianta ficarmos somente observando tais absurdos com o clube que amamose reclsmsrmos nas Redes Sociais. Hora de AÇÃO! Não quero que meu filho passe pela metade do sofrimento e vergonha que estou passando,devido ao descaso de DIREÇÃO e CD para com o clube.
JOÃO CARLOS ZAGO JR. – RESPOSTA ENVIADA POR EMAIL
Boa tarde!
Concordo plenamente que deverá passar pelos associados a escolha do próximo presidente do GRÊMIO F. B. PORTOALEGRENSE.
Atenciosamente,
João Carlos Zago Jr.
PAULO LUZ – RESPOSTA ENVIADA POR EMAIL
Prezados Amigos do Movimento Sócios Livres,
Quando da votação das Emendas que estabeleceram os percentuais das Clausulas de Barreira no Conselho Deliberativo do Clube, não só votei a favor da Cláusula de Barreira Zero, como registrei minha opinião e voto publicamente naquela sessão (registrada em ata), justificando que um Clube com oito milhões de torcedores e um quadro associativo superior a 50 mil, deveria ter seu Conselho de Administração e Presidência eleitos e legitimados por sua Assembléia Geral de Sócios.
Minha posição continua inalterada.
Saudações Tricolores.
Paulo Luz
ADRIANO SNEL – RESPOSTA ENVIADA POR EMAIL
Acho fundamental que o sócio tenha uma participação ativa na escolha do próximo conselho de administração. Infelizmente, e devido a mecanismos internos do clube, essa possibilidade nem sempre é possível. Como foi na eleição passada. Justamente por ainda não temos o modelo democrático ideal, ao meu ver, que seria o associado poder escolher, sem depender do conselho, o próximo presidente do clube. Mesmo que essa prerrogativa tenha sido outorgada aos conselheiros pelos associados, que ao votarem em determinada chapa pro conselho, elegeram seus representantes junto à direção do clube, como num regime parlamentarista.
Reiterando, acho fundamental que o sócio participe. Porém, acho que essa participação plena ainda vai demorar um pouco, visto que não é fácil alterar velhas práticas duma hora pra outra. Mas creio que isso mudará.
——–
Qualquer coisa estou à disposição
Um grande abraço,
Adriano Snel
JOSÉ GERMANO PIRES JR. – RESPOSTA ENVIADO POR EMAIL
Sempre apoiei a redução da clausula de barreira para 20%, o que facilita a ida do pleito pra o segundo turno.
Faço parte de um grupo, que historicamente tem trabalhado com o objetivo de propiciar e ampliar a participação do associado nas decisões políticas do clube.
Sou favorável de que tenhamos um segundo turno.
Sds
José Germano Pires Junior
Conselheiro suplente 2010/2016
JEFERSON THOMAS – RESPOSTA ENVIADA PELO TWITTER
@sociosgremio sou favoravel aa eleicao no patio e trabalharei por ela, discutindo as ideias que sempre defendi individualmente e no MGN
@sociosgremio unico detalhe: as vezes, uma andorinha so nao faz verao.
JOSÉ CÉSAR SIMÕES – RESPOSTA ENVIADA PELO TWITTER
@sociosgremio Defendo sempre a democracia porem a democracia sem regras vira anarquia. Precisamos de uma ampla reforma estatutária (cont)
@sociosgremio Que permita sempre a Assembléia Geral escolher seus comandantes. Um passomjá foi dado por mim e meu movimento q foi a (cont)
@sociosgremio A redução da Clausula de Barreira de 30% para 20% isso reduzira a chance de 1 decisão dentro do CD ate esta reforma necessária
Parabéns aos Sócios Livres por trazer a discussão e pedir o posicionamento dos conselheiros.
É claro que a eleição “no pátio”, como chamamos a eleição decidida diretamente pelo associado, seja importante e proporciona a todos uma análise mais clara e aberta dos candidatos, mas o que mais me preocupa e vejo que a maioria dos associados, é a falta da discussão de projetos para o clube, ao invés de pessoas. Acredito que para continuarmos crescendo e retomarmos o caminho das conquistas seja preciso respeitar mais a instituição, com projetos que façam o Grêmio como um todo crescer, não só esse ou aquele Presidente ou dirigente e não somente em sua gestão.
Roberto Paz
Quando é que em vez de ler sobre propostas políticas eu vou poder ler sobre alguma proposta de gestão?
No dia em que o torcedor puder votar em propostas claras vai haver invasão total nas eleições.
Gostaria que a eleição passasse pelo associado. Porém, entendo que o estatuto do clube sempre deve ser respeitado. Então, sendo franco e objetivo, para que haja eleição no pátio, devem ser superadas as previsões legais e estatutárias. Para que se mude o status, necessário é um amplo ajuste do regimento atual do clube.
EExistem muitos questionamentos a respeito da legitimidade da escolha para presidente através do conselho, ou seja, como se a eleição no pátio, decidida pela torcida, com o confronto idéias e pensamentos, fosse resolver todos os problemas do Grêmio. Porém, não acredito em soluções mágicas e que o fato de ir ou não para o pátio vá, efetivamente, ser relevante para o bem do Grêmio. O torcedor tem legitimidade para escolher o presidente, assim como tem para escolher os seus representantes no Conselho. Diferentemente dos torcedores, que agem com passionalidade, ou seja, quando perde nada presta e quando ganha está tudo certo, nós conselheiros, temos que ter calma e diante da experiência adquirida vivenciado o dia a dia do clube saber qual a melhor alternativa para o futuro do Grêmio.
Vários gremistas e conselheiros manifestaram que os aspectos legais e estatutários devem ser respeitados. Alguns falaram em reforma do Estatuto. Pois bem, neste sentido, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é uma associação, uma pessoa jurídica de direito privado submetida às leis brasileiras. Como tal, e por força do art. 2.031 do Código Civil vigente, o Grêmio deveria ter sido adaptado às disposições do novo código até 11/01/2007, principalmente ao art. 59, que, tratando das associações, determina competir privativamente à Assembléia Geral tanto a destituição dos administradores quanto a alteração do estatuto:
“Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral:
I – destituir os administradores;
II – alterar o estatuto.
Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim, cujo quorum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores.”
Passados mais do que cinco anos do prazo dado pelo Código Civil vigente, o CD descumpre-o, mantendo disposições estatutárias que usurpam o poder que deveria ser privativo da Assembléia Geral.
Até quando os nobres conselheiros, preocupados com a legalidade de seus atos, vão conviver com esta ilegalidade?