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Não se faz futebol da noite para o dia

Postado por no dia 06/02/2012 às 17:14 em Opinião | 2 comentários

Os últimos 2 jogos serviram para confirmar aquilo que, quem acompanha futebol, sabe como ele funciona: a vitória magra contra o São Luiz e o empate no Grenal mostraram que o Grêmio é um time em formação. Com a base completamente modificada em relação a 2011 e novos conceitos sendo trabalhados por Caio Jr., não era difícil prever que isto ocorreria.

Futebol, como já diz o título do post, não se faz da noite para o dia. É preciso paciência e, acima de tudo, convicção da direção. São muitos os exemplos que demonstram que apoio e tempo são fundamentais para se atingir resultados. O Vasco, time mais admirado do Brasil ao final de 2011, teve, no ano passado, um início trôpego, com 4 derrotas e 1 empate no campeonato carioca. O próprio Grêmio teve um início de ano conturbado em 2001, quando trouxe Tite com novas ideias sobre futebol, e acabou o ano vitorioso.

A se lamentar que boa parte da torcida, muito em função da repercussão de grande parte da imprensa, trate um trabalho novo como crise. O Gauchão deve ser, acima de tudo, um grande laboratório para que o time encaixe e se afirme para as competições mais importantes que virão pela frente. Odone não pode mais errar e colocar a urgência por títulos acima das convicções. O melhor que pode fazer é resistir à pressão e dar andamento ao trabalho até que ele dê frutos.

No empate em 2×2 com o coirmão, a dupla de ataque Kleber e Marcelo Moreno constituiu novamente o melhor setor da equipe. Juntos, já marcaram 5 gols em 5 jogos. Em especial Marcelo Moreno tem apresentado grande qualidade em jogadas aéreas e em conclusões a gol, e também tem se revelado um excelente garçom.

Os laterais Mario Fernandes e Julio César também são um ponto forte da equipe. Grande parte da explicação pelo empate contra o coirmão passa pelas lesões de ambos ainda no primeiro tempo do clássico, graças à condescendência de Leandro Vuaden, que deu passe livre para o time vermelho bater nos tricolores como quisesse.

A dupla de volantes Fernando e Marquinhos também esteve bem. Contudo, claramente se viu, mais uma vez, que a zaga e a meia são os setores mais deficientes do time. Urge a contratação de um zagueiro experiente para jogar ao lado dos mais novos na defesa, bem como, de pelo menos 2 bons jogadores para participarem da armação das jogadas, especialmente depois da saída de Douglas, que, bem ou mal, era um dos únicos a cumprir esta função no time.

2 Comentários

  1. Prezados

    Apesar de um pouco distante das discussões aqui no blog aqui vai uma opinião geral sobre o Grêmio:

    1) Time do gre-nal: Victor, bom goleiro, mas sem estrela, Mário Fernandes, titular em qualquer posição defensiva, Grolli (lastimável), Naldo (who?), menos comprometedor que o anterior e Júlio César, aceitável.
    Fernando é titular e único que marca,
    Marquinhos, jogou bem, mas não pode um jogador profissional com 30 anos não aguentar 90 minutos
    Marco Antônio, até o momento, insatisfatório
    Leandro ( ? ), time não fez jogada pela direita após a saída do Mário Fernandes, pois o nosso apoiador sumiu do jogo!
    Kleber caçado todo o tempo, tem que jogar mais perto da área.
    Moreno, muito bom até o momento.

    2) Direção – omissa até o momento nas contratações e incompetente nas dispensas
    Só um episódio para reflexão (censurado no blog sempre imortal): O Douglas foi comprado por 4 milhões de dólares (x1,72= 6,88 milhões de reais) + 200 mil de salário (x24 meses = 4,8 milhões de reais), venda para o Corinthians (= 3 milhões de reais). Prejuízo para o GREMIO = 9 milhões de reais. Nem o dirigente abnegado que contratou, muito menos o remunerado que o vendeu serão responsabilizados por este prejuízo absurdo. Os sócios pagam em dia e têm o dever de saber o que aconteceu neste caso! E mais, com este dinheiro do prejuízo, mais parte do dinheiro que seria investido no Giuliano, traria o Montillo fácil do Cruzeiro e com salário bem menor do que o Douglas pediu para renovar. E o André Lima treinando em separado (santa paciência, Batman!)

    3) Arena – faltam nove meses e nada de informação… mas já estão querendo usá-la na Copa da Confederações (Notícia de hoje), com discurso na AL/RS e tudo… prá quê? Fomos consultados?

    4) Categorias de base – fiasco atrás de fiasco nas competições… quem revelou para o time acima ? Mário Fernandes é do Jorge Machado e o Leandro não está pronto… quem subiu? Só o Fernando… muito pouco…

    5) Grupo Sócios Livres – quem estiver em Porto Alegre, faça um esforço e compareça aos almoços durante a semana, para conversarmos sobre o futuro… temos que nos mobilizar mais! Com a união do nosso grupo, vamos recuperar o Grêmio, fazer a faxina necessária na sua estrutura e fazer com que volte aos tempos de glória e títulos que tanto queremos!

    Maurício Ayres Ramos

  2. Vejo Victor como muito bom goleiro, igual ao Marcelo. Isso de estrela, com a defesa que o Grêmio tem apresentado nos últimos anos, nem Danrlei, Mazzaropi, Leão, Sérgio, teriam. Interessante é Kleber ser caçado e Moreno não; por que? Por diferença de interesse no jogo e por muito menos reclamações.
    Quanto ao prejuízo, está ótimo o comentário e sabemos que esse foi só com Douglas, há muito mais ainda. Gastar dinheiro dos outros é a melhor coisa que há. É como nossos Governos: faltou caixa, aumenta ou cria imposto; basta ver a nova anuidade/semestralidade, mensalidade. Tudo em nome da paixão imortal. E a Arena está inscrita nessa paixão imortal, querem fazer dela a pedra-de-toque da gestão acima de todas as gestões, a redenção do clube, a inveja do adversário, e deixar os seus devidos nomes eternizados na pedra: Vanitas vanitatis, omnium vanitas, diriam os velhos romanos.
    Volto ao tema: enquanto não se organizar uma oposição realmente Oposição, sem qualquer concessão, sem qualquer aplauso, crítica, com um programa de administração e direção do Clube consistente e bem divulgado, não chegaremos a lugar nenhum. Tem de acabar a tal paixão imortal, essa que ilude o torcedor e é a sutil arma das gestões. Paradoxalmente, a imortalidade está matando o Grêmio. Quando digo que não se deve nem aplaudir gestões como a atual por aquilo que eventualmente fazem certo, é porque esse certo não é nada mais do que obrigação e honra do cargo. Ninguém mendigou que assumissem a tarefa, fizeram-no porque quiseram. Então, que o façam com competência, honestidade, abertura e co-participação associativa. O melhor agradecimento será o fim da gestão com reconhecimento público pelos resultados.

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