Uma História de 9008 dias no Olímpico

Dois de novembro de 1987: Grêmio 0 x 2 Botafogo.

Primeiro de julho de 2012: Grêmio 0 x 1 Atlético/MG.

Os 9008 dias transcorridos entre estas duas derrotas compreendem minha história de glórias no amado Estádio Olímpico Monumental, algumas das quais quero agora compartilhar, com o peito apertado pelo último jogo em nossa casa, amanhã.

Naquele jogo contra o Botafogo, em 1987, então com 6 anos, fui levado pela primeira vez ao estádio por meu pai, o grande incentivador de minha paixão de 3 décadas pelo Grêmio. Ainda sem entender completamente a lógica de torcer no estádio, fiz questão de sentar atrás do gol de Mazarópi nos 2 tempos - afinal de contas, eu queria estar do lado do GRÊMIO. Apesar da derrota inicial, foi amor à primeira vista, e o início de uma historia de incontáveis jogos.

Lembro-me então de meu primeiro Grenal, em 1990, quando fui levado ao estádio pelo saudoso tio Francesco Rosito (já falecido), juntamente com o primo Enrico Rosito, outro gremista nato. Um primeiro clássico no dia 29/7/1990 que não poderia ter terminado melhor: vitória de 4x1 pelo Gaúcho daquele ano, e atuação de luxo do Grêmio, comandado pelo canhotinha Paulo Egídio, um dos primeiros jogadores que lembro de ter sido fã. Minha ligação com o futebol e, particularmente, com o Grêmio, só faziam crescer desde os meus primeiros anos de vida. E o Olímpico é o elo que sempre conectou estas duas paixões vitalícias.

Anos mais à frente, relembro um Grêmio 2x0 Corinthians pela Copa do Brasil de 1994. Fabinho e Gílson “Cabeção” infernizaram a zaga paulista na noite daquele dia 19/4/1994. Contudo, a data marcou um dos dias mais tristes de minha infância: ao chegar em casa, encontrei minha mãe chorando, e fui informado do falecimento de minha avó. Dia negro, aliás, pois mais cedo Dener, maior promessa do futebol brasileiro na época - e que tinha jogado pelo Grêmio em 1993 -, havia falecido em um acidente de carro. Outra lembrança daquele ano foi o empate em 1x1 contra o Juventude, em 1/5/1994. Não por causa do jogo, mas porque nosso grande campeão Ayrton Senna havia fatidicamente falecido naquele dia. Lembro-me de ter entrado no Olímpico com atraso e de não ter visto o gol do Grêmio, mas minha memória guarda a torcida entoando o nome do ídolo brasileiro por todo o estádio.

Mas acabamos campeões da Copa do Brasil de 1994, o que abriu as portas para os anos mais intensos e felizes que tive com o Grêmio no Olímpico. Meu pai já não acompanhava o meu ritmo de querer ir a todos os jogos, e me associei ao clube pela primeira vez, como sócio estudante. A partir de 1995, passei a ir aos jogos nas sociais do estádio com meu grande amigo de colégio Diego Nunes, outro gremistão de carteirinha, que morava muito perto do campo. E aí as histórias são tantas que tenho que escolher quais lembrar.

No dia 13/8/1995, fomos campeões gaúchos em casa apos um 2x1 no Grenal decisivo, com o gol do título sendo convertido pelo excepcional meia-esquerda Carlos Miguel. Ele era um dos únicos titulares em campo naquele jogo e fechava o célebre "banguzinho", pois o time principal se resguardava para as competições mais importantes. Na Copa do Brasil, jogamos o jogo final em casa contra o Corinthians no dia 21/6/1995. Lembro-me de ter sido um jogo com estádio absolutamente lotado, no qual ficamos mais de 2h na fila para conseguirmos entrar. Perdemos o título com uma derrota de 1x0, mas o jogo selou uma sintonia histórica entre time, torcida e estádio que perdurou por anos. Todos, sem exceção, cantaram o hino do time a plenos pulmões e o aplaudiram ao final do jogo. Um momento de derrota marcante que acabou se transformando em ícone da parceria da torcida com o time, que transformou o Olímpico num caldeirão temido pelos adversários gremistas.

Inegavelmente, os melhores jogos de 1995 foram os do título da Libertadores. Dois deles são memoráveis: o primeiro, em 26/7/1995, o famoso 5x0 contra o Palmeiras, pelas quartas-de-final. Foi uma noite perfeita. Além de uma das maiores atuações que presenciei em nossa casa, meu pai pôde ir ao jogo comigo de graça, pois o Diego havia viajado e nos emprestou sua carteirinha. Para completar, depois do jogo fomos comemorar a vitória no Barranco, outro programa típico daqueles anos, e meu pai não precisou pagar nada, pois um amigo, inebriado pela histórica vitória, ofereceu o jantar a todos. O segundo jogo digno de registro daquela competição não poderia ser outro: a final. Em 23/8/1995, vitória de 3x1 contra o Nacional de Medellín, que encaminhou o titulo na Colômbia. Após mais algumas felizes horas na fila para entrar no estádio antes do jogo, sentei-me diagonalmente à frente do gol de Higuita, goleiro que eu sonhava em ver jogar de perto na época por seu estilo próprio espalhafatoso e brincalhão.

Veio então o ano de 1996, outro com muitos jogos marcantes. Em 10/5/1996, um 2x0 contra o Criciúma pela Copa do Brasil, onde fui para o jogo "fugido" de minha mãe com suspeita de hepatite, que depois se confirmou. Não fosse suficiente a doença, encarei uma ida a pé debaixo de chuva ate o Olímpico para apoiar o Grêmio. Aliás, tivemos uma semana e tanto mais ou menos na metade daquele ano: jogamos em casa, na sequência, a primeira partida das semifinais da Libertadores contra o América da Colômbia e o segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil contra o Palmeiras. A rivalidade contra os paulistas era tão grande naqueles anos que, apesar da importância continental do primeiro jogo, a torcida compareceu em muito maior número ao segundo.

O jogo contra o América foi no dia 4/6/1996 e vencemos por 1x0 com gol de cabeça do comandante Luís Carlos Goiano. 3 dias depois, em 7/6/1996, tive um dos momentos de maior fúria em minha história no Olímpico: vencemos o Palmeiras de virada por 2x1 numa reação histórica. Mas o primeiro jogo fora 3x1 para eles em SP. A decisão teria ido para os pênaltis se não houvesse sido sonegado um gol legítimo do centroavante matador Jardel ao final da partida. Meu pai teve que me conter para eu não entrar em campo para bater no juiz Dacildo Mourão e no bandeira Jorge Alves, que cometeram um dos maiores furtos que vi em nossa casa.

Acabamos desclassificados das 2 competições, mas a força do time e sua sintonia com a torcida no Olímpico continuaram. Fomos para o Brasileirão, onde recordo-me bem de 2 jogos: a desforra contra o Palmeiras, no dia 28/11/1996, nas semifinais do campeonato, onde viramos o jogo para 3x1 no segundo tempo, em uma atuação memorável de um dos maiores meias-direitas formados no Olímpico, Emerson. Como não poderia deixar de ser, a emocionante vitória de 2x0 contra a Portuguesa em 15/12/1996 é o segundo jogo. Vínhamos de uma derrota por mesmo placar em SP, mas a confiança na virada era total. O Diego e eu praticamente não dormimos de expectativa na noite anterior. Chegamos ao estádio 3h antes do jogo e o calor era tão escaldante que não conseguíamos ficar sentados nas bancadas de pedra das sociais. Mesmo com tanta antecedência, só conseguimos lugar bem embaixo, atrás da goleira onde o contestado meia-direita Ailton faria o gol do título. O estádio já estava em ebulição pelos brados do folclórico Paulo Sant’Anna aos alto-falantes do estádio: "Ó Portuguesa, podes esperar, porque daqui a pouco a tua hora vai chegar".

O primeiro semestre de 1997 continuou sendo bom para o Grêmio em seus domínios, embora grandes mudanças houvessem ocorrido. Koff não era mais o presidente, Felipão não era mais o treinador e não tínhamos mais o artilheiro Jardel. No embalo do sucesso dos anos anteriores, Evaristo de Macedo ainda conseguiu me proporcionar mais alguns jogos marcantes no Olímpico. Em um espaço curto, nos classificamos nos pênaltis para as quartas-de-final da Libertadores e também para as finais do Gaúcho. No primeiro, em 6/5/1997, enfrentamos inesperados duros momentos contra o Guarany do Paraguai. Apos levarmos um gol aos 40min do 2o tempo, que nos desclassificava da competição, fomos buscar em 5 minutos o gol de empate com o atacante-promessa Rodrigo Gral. Nas penalidades, incrivelmente apenas os 3 primeiros cobradores acertaram, e vencemos por 2x1. No segundo, em 21/6/1997, empatamos por 2x2 contra o Brasil de Pelotas, e a historia dos pênaltis, embora com placar muito diferente, foi igualmente surpreendente: eliminamos os pelotenses por 9x8. Além disso, destaca-se o empate por 0x0 no primeiro jogo da final da copa do Brasil contra o flamengo, em 20/5/1997. Eu estava muito gripado e com febre, o que obviamente não foi obstáculo para ir ao jogo. Perdemos Dinho para o jogo de volta, expulso apos falta no atacante Savio. Mesmo assim, 2 dias depois, nos sagramos tricampeões no rio de janeiro.

Veio 1998, e no dia 9/5/1998 passamos por um de nossos maiores vexames ao perdermos em casa por 2x1 para o brasil de pelotas, que nos eliminou do gaúcho. Lembro como se fosse hoje do choro de Paulo Santana na radio gaúcha, acusando Sebastiao Lazaroni, infeliz contratação daquele período, de ser "treinador de time de botão". O ponto alto da temporada foi o jogo final da 1a fase do Brasileirão, contra a Portuguesa, no dia 12/11/1998. Além da vitória, precisávamos de uma combinação de outros 6 resultados para nos classificarmos para os playoffs. Saímos ganhando, mas, em certo momento, todos os resultados estavam fechando, menos o nosso próprio, pois a Lusa havia virado a partida. A entrada de Ze Alcino levou a torcida ao delírio: viramos para 4x2 e vimos uma classificação quase impossível se concretizar. Foi uma das maiores euforias vividas em nossa eterna casa. Para completar, os "flanelinhas" colorados, que haviam passado toda a competição dentro da zona de classificação, saíram dela na ultima rodada.

O ano de 2000 foi outro sem grande destaque em campo. Fizemos uma boa campanha na Copa João Havelange, que equivalia ao Campeonato Brasileiro daquele ano. Ronaldo Assis teve um ano fantástico e nos embalou até às semifinais do campeonato, quando enfrentamos a zebra São Caetano, que vinha da terceira divisão com os potentes chutes saídos dos pés do até então desconhecido Ademar. Perdemos o primeiro jogo em SP por 3x2 e viemos para casa com a certeza tão grande de que reverteríamos o resultado que adiei uma viagem que tinha para Brasília. Em 17/12/2000, estádio lotado e saímos ganhando por 1x0, resultado que nos classificava para as finais. Porém, Ademar mais uma vez comandou uma vitória do São Caetano, que virou o jogo para 3x1 e impingiu uma de minhas grandes frustrações no Olímpico.

Ronaldo Assis foi então embora do jeito que conhecemos, e veio outro grande ano de nossa história. Em 2001, Tite, que nos vencera o título gaúcho no ano anterior, montou um grande time, comandado por Zinho e Marcelinho Paraíba. Fomos campeões gaúchos e fizemos jogos espetaculares dentro e fora de casa naquele ano. Inesquecível, no dia 10/6/2001 troquei de turno no meu primeiro emprego para poder ir ao Olímpico assistir o primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Corinthians. Começamos mal e terminamos o primeiro tempo perdendo por 2x0, mas no segundo tempo, Luís Mario “papa-léguas” comandou uma reação incrível e terminamos empatando o jogo, que encaminhou a conquista do tetra em São Paulo. O caminho estava aberto para mais uma Libertadores.

Veio então 2002, e me tornei sócio patrimonial do Grêmio. Neste ano, aconteceu a derrota que mais me dói de ter visto no Olímpico. Estávamos com um time forte para a Libertadores. O Brasil recém havia sido pentacampeão do mundo no futebol e fomos jogar as semifinais da Libertadores contra o Olímpia do Paraguai. O selecionável Luizão, de passagem fraca por aqui (marcou apenas 1 gol), abandonou o clube às vésperas da decisão. Após uma derrota por 3x2 no jogo de ida no Paraguai, incendiamos o Olímpico no dia 17/7/2002 para a virada. Saímos ganhando no primeiro tempo por 1x0 com gol de Zinho. Ainda na primeira etapa, o Olímpia teve um jogador expulso. Tudo prenunciava a virada, mas não conseguimos aumentar a vantagem e o jogo foi para os pênaltis. Após errarmos uma cobrança, Eduardo Martini conseguiu defender uma penalidade, mas o árbitro criminosamente mandou repetir a cobrança e o Olímpia nos eliminou da Libertadores mais certa que poderíamos ter ganho. Mesmo com a decepção, acabamos fazendo um bom Brasileirão e nos classificamos novamente para a Libertadores do ano seguinte.

2003 foi um ano para ser esquecido. As “ovelhinhas” de Tite e Flavio Obino levaram o Grêmio a um ano risível. Em 8/5/2003, uma das poucas decisões de minha vida que deixei de ver no Olímpico: voltamos a enfrentar o Olímpia pela Libertadores em casa, fase oitavas-de-final. O motivo era nobre: a formatura de uma grande amiga minha (Gisa), há poucos metros do estádio, no Restaurante Tirol. Desta vez nos classificamos contra o Olimpia, mas acabamos parando nas quartas-de-final contra o Independiente de Medellín. Fizemos um péssimo Brasileirão, Tite foi demitido e chegamos a estar 10 pontos atrás do penúltimo colocado, mas, na última rodada, em 13/12/2003, acabamos nos safando do rebaixamento após vitória de 3x0 em casa contra o Corinthians. Um dos maiores alívios que senti em minha história no Olímpico.

2004 e 2005 foram anos de uma relação conturbada minha com o Grêmio. Já ressabiado pelos resultados do ano anterior, diminuí minha frequência ao estádio como nunca havia acontecido. As declarações do presidente Obino eram insuportáveis para o tamanho do meu gremismo, mas não foram suficientes para me fazerem abandonar o estádio de vez. Voltei a acompanhar o clube de perto na campanha da segunda divisão em 2005, onde vale destacar o 2x2 contra a Portuguesa, em 12/11/2005, pelo quadrangular final da competição. Saímos perdendo por 2x0 e Sandro Goiano e Ricardinho comandaram a reversão do placar. A vitória poderia ter nos dado a classificação de volta para a primeira divisão com uma rodada de antecipação se o Náutico não houvesse empatado o jogo contra o Santa Cruz no Recife aos 45min do segundo tempo naquele mesmo dia. A combinação dos 2 resultados gerou, uma semana depois, a famosa batalha dos aflitos.

Em 2006 começamos a nos remontar como clube e voltamos a ser campeões gaúchos, na casa do nosso rival. Fizemos um bom Campeonato Brasileiro e voltamos a nos classificar para uma Libertadores da América. Veio então 2007, um dos anos mais intensos que tive no Olímpico. Não só porque a torcida, ávida por novas glórias, reencontrava o time em grandes jogos no Olímpico, mas porque um novo grupo de amigos se formou e passou a se encontrar no estádio em praticamente todos os jogos. Juntamente com os grandes amigos Fabio Mundstock e José Peres, pela primeira vez migrei para as cadeiras, para assistir a Libertadores confortavelmente sentado ao lado de um bar (cadeira K-315), numa célebre época onde a cerveja ainda era permitida dentro do estádio. Foram diversos jogos eletrizantes, a se destacarem a virada contra o Caxias, em 20/4/2007 (vencemos por 4x0 após termos perdido o jogo de ida por 3x0), a vitória de 2x0 contra o São Paulo em 9/5/2007 pela Libertadores, e a grande final contra o Boca Juniors, em 20/6/2007. Houve uma mobilização geral em prol da reversão da derrota de 3x0 no jogo de ida. Nossa turma devia ter umas 15 pessoas, e era uma noite surpreendentemente quente para a época. Bebemos tanta cerveja que pouco lembro da nova derrota, que nos tirou o título da competição.

2008 foi outro ano sem grandes destaques em campo, mas que me traz lembranças muito felizes. Em 6/4/2008, fui pela primeira vez ao estádio com minha amada esposa Juliana Freitas. Esqueci as carteirinhas em casa e acabamos vendo o primeiro tempo, juntamente com o amigão Mauricio Marques, do lado de fora do estádio, mas insisti e conseguimos entrar no segundo tempo. Lamentavelmente, assistimos à eliminação no Gauchão após derrota por 3x2 para o Juventude. Foi também a última partida com venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio. No Brasileirão, lembro-me bem da derrota por 2x1 para o Goiás no dia 13/9/2008. Paulo Baier fez um gol olímpico naquela partida, que foi nossa última derrota antes da maior série invicta do Grêmio no Olímpico, que perdurou até 2010, por 51 jogos. Foi também, provavelmente, o jogo que nos retirou o título brasileiro daquele ano, do qual acabamos vice-campeões.

Chegou 2009, ano de uma de minhas maiores decepções no amado estádio. Já havia aprendido a conviver com altos e baixos, glórias e derrotas dentro de casa: elas fazem parte de uma grande história. Contudo, ser alijado do direito de assistir um jogo em nosso estádio era algo por que eu ainda não havia passado, e nunca queria ter tido a oportunidade. No dia 2/7/2009, isto aconteceu: semifinais da Libertadores contra o Cruzeiro. Como de praxe, ficamos no bar bebendo até minutos antes do jogo, quando a Brigada deflagrou uma confusão e fechou os portões do estádio. Uma das poucas decisões nestas décadas que não pude acompanhar dentro do velho casarão. Enfurecido, quebrei minha carteira em mil pedaços e fui embora pra casa. E o Grêmio acabou eliminado após empate em 2x2.

2010 chegou com novo treinador (Silas), e fizemos uma virada digna dos áureos tempos no dia 12/5/2010, contra o Santos: saímos perdendo por 2x0 e Jonas ainda perdeu um pênalti, mas tivemos um início de segundo tempo avassalador, Borges marcou 3 gols, Jonas mais 1, e a partida terminou 4x3 para o Grêmio. Maurinho tinha vindo de Barcelona para cá e eu saudei o jogo histórico que o Grêmio proporcionara a ele ao microfone de Lucianinho na Rádio Gaúcha.

E chegou o ano de 2012, o último da história de nosso amado estádio. Ano em que o maior golaço não foi em uma partida, mas no pedido de casamento que fiz para minha então namorada Juliana no dia 3/5/2012, dentro do gramado do Olímpico. No dia 13/6/2012, esvaiu-se a última oportunidade de vermos um título em nossos domínios: perdemos por 2x0 numa reedição dos velhos confrontos contra o Palmeiras, pelas semifinais da Copa do Brasil.

A casa da gente é um lugar onde nos sentimos à vontade, onde gostamos de nos reunir com os amigos, onde bebemos e nos divertimos, onde temos muitas alegrias e algumas tristezas. Portanto, nada descreve melhor o meu sentimento em relação ao Olímpico do que chama-lo de “minha casa”.

Obrigado Grêmio, por tantos anos de emoção no Olímpico. Ali aprendi o significado da superação, da força de vontade, da alegria e do companheirismo.

Adeus, eterno e amado casarão.

Nos vemos na Arena!

Fernando Zuchetto Maisonnave

Sócio Patrimonial 146318 e Estudante de Futebol da Universidade de Liverpool (Inglaterra)